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Janeiro Roxo – Brasil é o segundo país em casos de hanseníase

A doença tem cura, mas se não tratada, pode deixar sequelas

17.01.2019

Uma das patologias mais antigas do mundo ainda é bastante recorrente no Brasil. O país é o segundo colocado em casos de hanseníase, atrás apenas da Índia. A doença infecciosa causada pela bactéria M. leprae foi identificada em 1873 pelo cientista Armauer Hansen, mas tem registros há mais de 4000 anos, na China, Egito e Índia. No Brasil, a doença é mais comum em áreas mais pobres e populosas. São 30 mil novos casos por ano no país, sendo que 6% deles em crianças e adolescentes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, 150 países contabilizaram 210.671 novos casos da doença, o que corresponde a 2,8 casos a cada 100 mil habitantes. No Brasil, no mesmo ano, foram detectados 26.875 casos novos, o que expressa 12,9 casos a cada 100 mil habitantes. Entretanto, há uma heterogeneidade dos números nas regiões do país. Os estados do Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará, e Piauí são os que apresentam os maiores índices de casos da doença.

Já em Petrópolis, um alívio! Não foram registrados casos de hanseníase no município, nos anos de 2017 e 2018. “A incidência de casos de hanseníase em Petrópolis é historicamente baixa, assim como em demais cidades da região Serrana. Essa baixa incidência é uma tradição dos últimos 20 anos. Quando tivemos casos, foram cerca de 4 ao ano. Dentre esses casos registrados na última década, a maioria eram de pessoas de outros municípios. Nos últimos dois anos não houve casos novos”, explica o coordenador do Programa de Hanseníase do município, Attílio Valentini.

Devido aos números ainda altos, o mês de janeiro é marcado como Janeiro Roxo pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, que promove campanha para a população, a fim de reforçar o compromisso em controlar a hanseníase e oferecer diagnóstico e tratamento corretos, difundindo informações e desfazendo preconceitos. O Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase é celebrado no último domingo do mês de janeiro (em 2019, mais precisamente dia 27).

De acordo com a dermatologista Ana Paula Bonvini, a doença tem cura, mas se não tratada, pode deixar sequelas. “A transmissão da bactéria acontece por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente, por contato com gotículas de saliva ou secreções, por meio das vias respiratórias. É importante ressaltar que apenas tocar a pele ou abraçar um paciente não transmite a hanseníase”, alerta.

É possível classificar a doença em hanseníase paucibacilar, com poucos ou nenhum bacilo nos exames, ou multibacilar, com muitos bacilos. A forma multibacilar não tratada possui potencial de transmissão. A hanseníase pode se apresentar com manchas mais claras, vermelhas ou mais escuras, que são pouco visíveis e com limites imprecisos, com alteração da sensibilidade no local associado à perda de pelos e ausência de transpiração. Quando o nervo de uma área é afetado, surgem dormência, perda de tônus muscular e retrações dos dedos, com desenvolvimento de incapacidades físicas. Nas fases agudas, podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos, cotovelos e pés.

“Ao perceber os sintomas, o paciente deve procurar um médico dermatologista, que vai realizar os exames para o diagnóstico efetivo da doença e encaminhar para o tratamento que é oferecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde. O tratamento, com duração de seis meses a um ano, é feito através da Poliquimioterapia (PQT), uso de antibióticos de via oral que interrompem a evolução da doença até a eliminação completa da bactéria. Após a primeira dose da medicação não há mais risco de transmissão durante o tratamento e o paciente pode conviver em meio à sociedade”, explica a dermatologista.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, é importante convencer os familiares e pessoas próximas a um paciente a procurarem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, quando for diagnosticado um caso de hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será transmitida nem para a família nem para os parentes próximos e amigos.

A dermatologista ressalta que adotar bons hábitos, como alimentação adequada, evitar álcool e praticar atividade física associada a condições de higiene, ajuda a prevenir a hanseníase. “Também contribuem exame clínico, diagnóstico precoce, tratamento adequado e indicação da vacina BCG para melhorar a resposta imunológica “, finaliza.

Fonte: Diário de Petrópolis

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