Profissão feminina: representantes de mais de 80% da enfermagem, mulheres se desdobram em tripla jornada

É preciso se desdobrar entre os plantões e a vida de dentro de casa

08.03.2023

Técnica de enfermagem Débora Izidoro

Ser mãe, dona de casa e profissional da enfermagem, a tripla jornada da maioria das profissionais da enfermagem de Mato Grosso, não é fácil. É preciso se desdobrar entre os plantões e a vida de dentro de casa, onde a maioria delas é chefe de família e principal responsável pelo sustento da casa. Na categoria, elas representam mais de 80% dos auxiliares, técnicos e enfermeiros.

É o caso da enfermeira Lorena Heemann, que criou as duas filhas em meio aos plantões. De tanto que frequentaram hospitais desde criança, elas escolheram trabalhar na área da saúde: a mais velha é enfermeira e a mais nova cursa medicina.

“São 30 anos de profissão. Não é fácil. Às vezes tem que matar dois leões por dia, mas vale a pena. Amo demais a profissão que escolhi e com a qual criei minhas filhas”, conta a profissional.

Ela começou a jornada na enfermagem como auxiliar e, quando foi cursar a graduação, enfrentou muitos desafios para conciliar o trabalho fora e dentro de casa.

“Quando resolvi ir para a faculdade a minha filha estava com um mês. Eu tinha três empregos, uma filha pequena, uma casa para administrar e uma mãe para cuidar. Mas venci, estou aqui. A maioria das mulheres da enfermagem tem essa tripla jornada”, explica Lorena.

Quem também se divide entre dois empregos e a família é a técnica de enfermagem Débora Izidoro, que trabalha no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e também em um hospital da rede pública. No Samu ela pilota uma moto com equipamentos, o que já a fez ser questionada sobre seu trabalho por ser mulher.

“É bem desafiador, ser técnica de enfermagem, ser mãe, ser profissional, é desafiador todos os dias. No meu caso de moto o pessoal fala que é loucura. Mas é um desafio que no final dá tudo certo”, afirma Débora.

Sobre ter que se dividir em várias para dar conta de tudo, ela conta que se sente em uma “missão impossível” diária. “Acordo cedo, arrumo as coisas para a minha filha ir para a escola. É difícil, mas quando a gente faz o que gosta tenta encaixar e dar certo. Eu acredito que a gente não pode desistir, porque o lugar de mulher é onde ela se sente bem e quer estar”.

Fonte: Ascom – Coren-MT

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